São evidências de problemas com a intubação: dificuldade em abrir a boca, dentes protrusos, pescoço curto, micrognatismo, distância entre a cartilagem tireóide e o queixo menor do que 6,5 cm, com a cabeça em extensão, dificuldade de visualização da úvula (classe lll e lV de Mallampati).

Nestes casos deve-se evitar o uso de altas doses de morfinomiméticos ou curare adespolarizantes, pois poderá haver necessidade de respiração espontânea.

Nas pacientes gestantes o problema é ainda maior pelo edema das vias aéreas e a premência em se retirar o feto.   

Na indicação da anestesia geral, por contra-indicação formal de bloqueios, é importante se ter em mente o seguinte roteiro:

1- Indução da anestesia geral e falha na intubação, previsível ou não.

2- Se a ventilação sob máscara é adequada e há sofrimento fetal é iniciada a anestesia geral, mantendo-se a pressão cricóide, se não houver risco de aspiração (quase sempre há). Havendo risco de aspiração procede-se infiltração com anestésico anestésico local e acorda-se a paciente.

3- Se não há sofrimento fetal, acorda-se a paciente e faz-se novas tentativas de intubação (as cegas, com mandril, por transiluminação, retrógrada, com fibroscópio, ou mesmo broncoscópio, etc) com ajuda de um colega experiente. Em caso de falha opta-se ou por anestesia local ou traqueostomia eletiva ou anestesia sob máscara laríngea ou oronasal, se a paciente não está de estômago cheio.

4- Se a ventilação sob máscara não é adequada iniciamos cricotirotomia com ventilação a jato(através de agulha de  grosso calibre), enquanto é realizada traqueostomia, ou acordamos a paciente e procedemos a cirurgia com anestesia local, se houver sofrimento fetal. Se não houver, seguimos o,item anterior.

5- A monitorização inclui oximetria de pulso e capnografia. Em nenhum caso a mãe deve ser colocada em risco para benefício do feto.