O suprimento de sangue para o fígado deriva da veia porta e da artéria hepática. A veia porta é responsável por 75% do fluxo sanguíneo hepático, e 55% do suprimento de oxigênio. As alterações estruturais que ocorrem com a cirrose reduzem o fluxo sanguíneo portal, tornando o fígado mais dependente da artéria hepática. O sangue do leito esplâncnico, que se torna incapaz de passar pelo fígado, é desviado pelos canais colaterais porto-sistêmicos: plexo venoso esofágico, veia esplênica, plexo venoso epigástrico, plexo venoso perineal, e veias mediastinais. Com a evolução do processo, as veias colaterais dilatam e sofrem alterações varicosas.