Uma cefaleia potencialmente severa pode se desenvolver após punção da dura-máter, presumivelmente secundária ao orifício da dura-máter é resultado da perda de fluido cerebroespinhal, que pode causar tração das meninges e dos nervos cranianos. A cefaleia tipicamente ocorre 24 a 48 horas após a punção, embora possa ocorrer imediatamente. A cefaleia é caracteristicamente intensa na região occipital e pescoço quando o paciente assume a posição ereta, e melhora quando o paciente está deitado. Diplopia ou visão borrada podem ocorrer. Zumbidos e perda da audição também têm sido delatados. Déficits de nervos cranianos também têm sido vistos. Os pacientes de alto risco de cefaleia pós punção incluem que foram instrumentados com grandes agulhas espinhais (calibres grandes) e com agulhas cortantes. Mulheres, pacientes jovens, parturientes e pacientes obesos tendem a ter uma alta incidência de cefaleia pós punção. O tratamento usualmente inicia com hidratação, analgesia e cafeína. É importante descartar as infecções do sistema nervoso central como a causa desses sintomas. Cefaleias muito severas ou refratárias podem ser tratadas efetivamente com o blood patch peridural. A administração peridural de dextran, hetastarch e soluções salinas tem demostrado ter o mesmo benefício.