O apêndice é uma bolsinha que sai do intestino grosso, que produz algumas células de defesa, semelhante às do baço, gânglios e tecido linfóide do intestino. Nas crianças, a produção dessas células é maior que nos adultos. Essa é a principal causa de apendicite nas crianças. No adulto, a produção destas células de defesa é insignificante. Normalmente, a causa de apendicite nessa fase tem relação com entupimento por um pedacinho de fezes.

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo na criança, no adolescente e no adulto jovem com um pico de incidência na segunda e terceira décadas de vida. Em 1894, McBurney estabeleceu o tratamento cirúrgico como a melhor maneira de tratar a apendicite aguda e em 1983, Kurt Semm, um ginecologista alemão, efetuou a primeira apendicectomia por laparoscopia. Apesar da descrição do sucesso do tratamento clínico da apendicite aguda por alguns autores, a apendicectomia, seja por via laparotômica ou laparoscópica, continua sendo o tratamento de eleição. Variações técnicas destas vias de acesso para a cirurgia são descritas na literatura, dependendo da fase da doença e de sua evolução, da situação clínica do paciente, da experiência do cirurgião, de aspectos estéticos, da anatomia do paciente e da disponibilidade de recursos locais.

A apendicite aguda é a condição patológica intra-abdominal mais comum que necessita de intervenção cirúrgica. Assim, é de extrema relevância que os serviços de referência possuam cirurgiões treinados para executar a técnica cirúrgica que traga maiores benefícios para o paciente e que possam lidar com eventuais complicações do procedimento cirúrgico. A maior parte das apendicectomias nos pacientes do SUS ainda é realizada através da via laparotômica. Não há consenso na literatura sobre o benefício da via laparoscópica em relação à via laparotômica, principalmente quando a comparação diz respeito a custos e mortalidade. Apesar da via laparoscópica requisitar instrumentais específicos e maior capacitação técnica da equipe, alguns trabalhos demonstram que não há aumento dos custos de internação quando utilizada a via laparoscópica. Porém, a necessidade de equipamentos específicos associada à necessidade de treinamento do cirurgião justificam a menor utilização da técnica laparoscópica no SUS. Há um número de cirurgiões que ainda não dominam a técnica laparoscópica, e o material necessário para realizar o procedimento não está amplamente disponível nos hospitais que atendem a demanda do SUS. 

Os exames clínico e físico são os mais importantes para o diagnóstico. O profissional avalia o estado geral da pessoa, tipo de dor, se tem febre, diarreia. O exame físico (a palpação) indica as chances de apendicite. Se quando aperta a região dói, e quando solta dói mais ainda, as chances são bem grandes. Outros exames que ajudam são os de imagem, como ultrassom, RX de abdômen e tomografia.

Apendicite pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum no adulto jovem e nos homens.

A inflamação pode evoluir rápido, entre 12 e 24 horas.

• 1ª fase – começa com inchaço

• 2ª fase – ulceração e pus

• 3ª fase – pode perfurar

Na primeira fase, a dor é mais próxima do umbigo. Depois ela se move para baixo e para o lado direito. Ela fica o tempo todo e piora quando a pessoa se mexe. Entre os sintomas associados estão: mal estar, febre, náusea, vômito, diarreia, intestino preso e perda de apetite.

O tratamento é cirúrgico. Em alguns casos, a cirurgia pode ser postergada com antibióticos. Entretanto, ela sempre é a mais recomendada. Uma pessoa com apendicite em estágio inicial, que não pode passar por cirurgia no momento, pode controlar a crise com antibiótico, mas dificilmente evita uma futura cirurgia.